quinta-feira, 11 de abril de 2013

Beleza não é tudo, o amor acabou







Nasci e moro no Rio de janeiro e sempre tive orgulho disso, principalmente comparado a (poucas) experiências fora do país. Tinha orgulho em dizer que moro aqui, o destino de tantos turistas estrangeiros, a "cidade maravilhosa" e sempre, como diz meu marido, "babo muito o Rio". Acho o Rio de uma beleza ímpar, de me deixar horas olhando vistas como a do alto da pedra da Gávea (quando subi uma vez), olhando o mar pela vista da pista Claudio Coutinho (na Praia Vermelha), do alto do Pão de Açúcar... Enfim, essa beleza realmente me encantava. Além disso, ainda há diversas opções de estudos em várias áreas: UFRJ, SENAI CETIQT, Parque Laje, PUC, FGV, Infnet; enfim, qualquer que seja sua área de estudo, você tem boas instituições aqui e pessoas de toda parte do Brasil vêm estudar e crescer profissionalmente, em parte também pela infinidade de empresas "top" que o Rio oferece.

Mas hoje, pela segunda vez desde que casei e me mudei, fui assaltada. Dessa vez, bem na Presidente Vargas, em frente a Central, com várias pessoas passando (inclusive carro da polícia). Um cara me olhou passando e, 2 segundos depois, correu na minha direção, puxou meu cordão e acabou arrebentando dois botões, abrindo minha blusa. Contrariando o esteriótipo alimentado por algumas pessoas, ele era branco, de cabelos e olhos claros. Graças a Deus, não levou minha mochila, senão eu nem saberia como pagar o ônibus e entrar em casa. O cordão arrebentado caiu por dentro da blusa; ele só levou o pingente, meu pingente do Cristo Redentor, que ironia. Talvez se fosse outro pingente, quando eu chegasse em casa, jogaria esse fora.

E depois que passa o momento, é fato que começa a choradeira, o tremelique e o nervosismo. Andei pela rua agarrada à minha mochila, agora de frente pra cobrir a blusa, e ainda tinha que resolver uma coisa antes de ir para casa. Entrei no metrô e tinha um grupo de músicos tocando chorinho, o que me acalmou, mas andei com medo. Como é ruim andar pela rua com medo. Meu questionamento hoje é se tudo isso que o Rio me oferece vale a pena, pelo tanto de ônus que ele também me deixa à mercê. Depois comecei a me culpar por andar com o cordão à mostra. Mas peraí, a culpa por ter sido assaltada é minha?! Mas eu respondo: Não é minha não!

Agora um recado:

Sr. assaltante, o pingente que você levou foi cerca de R$5 no Mapa da Mina, seu bisonho!

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